Incerteza econômica, políticas governamentais, risco cambial, demanda fraca. Desde o início do governo Bolsonaro, uma série de preocupações – com o cenário interno e externo – derrubou o otimismo de diretores financeiros de 29 médias e grandes empresas brasileiras acompanhadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

A mais recente edição da pesquisa Panorama Global dos Negócios, feita desde 2012 em parceria com a americana Duke University, mostra que o otimismo dos gestores com a economia do país despencou 28,2%, do nível mais alto desde 2013 – 68,5 pontos, registrado em dezembro de 2018 – para 49,2 no último mês de setembro.

É o mesmo patamar registrado em setembro de 2014. Naquela época, incerteza econômica e políticas governamentais também foram citadas pelos empresários, ao lado de inflação (que vinha na trajetória ascendente que culminaria nos 10,67% registrados nos 12 meses até dezembro de 2015) e do aumento de custo de matérias-primas.

O ponto mais baixo do levantamento foi registrado um pouco antes do início do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, em setembro de 2015, quando chegou a 35,7. A escala vai de zero a 100.

Em dezembro do ano passado, 89,3% dos executivos que responderam à pesquisa se diziam mais otimistas do que no trimestre anterior, percentual que caiu para 41,4%. Em compensação, a proporção daqueles que se consideram menos otimistas saltou de zero para 41,4% do total de entrevistados.

Fonte: BBC News

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